Translate This Blog (at your own risk)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Injectem-me um arco-íris

Adição à felicidade. Estou farto de ser triste e mal-contente. Apetece-me, por uma vez, poder sair à rua e gritar que está tudo bem, que tenho quem quero ao meu lado, que tudo me corre bem e que a vida finalmente me está a retribuir tudo o que lhe dei. Apetece-me deixar de ter sucedâneos químicos da sensação de alegria, apetece-me olhar nos olhos de alguém e dizer que não preciso que me emprestes a tua alegria, que te posso dar um pouco da minha. Apetece-me tanta coisa.
Quero apaixonar-me de novo. Quero dançar à chuva sem me preocupar com o dia seguinte. Quero voltar a pensar com o coração e deixar de ponderar tudo três vezes antes de dizer e fazer. Quero sentir-me vivo, quero que o estado zombie em que me encontro à tanto tempo, à demasiado tempo, desapareça. Quero-te a ti. Quero que o fogo volte, que os sorrisos se multipliquem, que o mundo gire à tua volta, à minha volta - não orbite em volta de problemas. Quero tanta coisa.
Preciso que a música volte a tocar. Preciso de voltar a caminhar com um objectivo, não sem destino. Preciso que o meu cérebro seja desafiado, não que atrofie debatendo problemas insolúveis. Preciso que o meu país, que o meu continente, que o meu planeta deixem de caminhar para o abismo e voltem a ser lugares maravilhosos para viver. Preciso de tanta coisa.
Anseio por saber quem sou. Anseio por saber o que quero. Anseio por saber onde estás. Anseio por um dia em que tudo se encaixe e fiquemos juntos. Anseio pelo momento em que percebas que a felicidade não está em seguirmos caminhos separados, mas em lutarmos juntos para seguirmos o nosso caminho, por mais enviesado que este seja. Anseio por tanta coisa.
Existe tanta coisa ainda por fazer, por descobrir, por pensar, por sentir. Existe tanta felicidade por baixo das camadas de tristeza e desespero. Só quero que me injectem uma overdose de alegria. Injectem-me um arco-íris e deixem-me sonhar.

domingo, 15 de setembro de 2013

Último Post na Pátria

O Gajo Com a Mania Que Sabe Coisas não vai morrer. Vai apenas mudar de nacionalidade. Este é o último post feito em Lisboa, que o de amanhã, se conseguir, será feito em Atenas. Não levo portátil, por isso estou dependente ou de um cyber-café ou do meu telemóvel. Desejem-me sorte.













Pois é, vou para a Grécia. De vermelho e verde passo para azul e branco (mas só de país!). Não digam é ao presidente do Olympiakos que sou da terra do Leonardo Jardim!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A Ansiedade da Partida

Os últimos dias têm-se sucedido ansiosos. Os nervos estão ao rubro, o coração palpita de formas que nunca pensei que pudesse palpitar e mentalizo-me para o final do caminho que trilhei durante 28 anos, para deixar os amigos que me acompanharam durante quase três décadas, da língua que sempre falei, da casa que sempre conheci e dos rostos familiares que me têm acarinhado nos momentos mais difíceis.
Querermos um futuro melhor exige sacrifícios, exige sermos egoístas, exige não olharmos para trás. Nunca quis deixar a minha pátria, se a minha pátria me valorizasse.
Como não o faz, tentarei dar o meu melhor noutro país em crise, mas que pelos vistos ainda tem um espaço para mim. Se tudo correr bem, amanhã será o meu último dia neste cantinho à beira mar plantado.

Αντίο Πορτογαλία. Γεια σου Ελλάδα!


terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Popota Já Chegou

Uma chamada de atenção ao As Minhas Quixotadas, porque a nossa amiga Popota já voltou:

Vejam aqui o vídeo:

Teaser Popota (os senhores da Sonae não deixam o vídeo ser integrado).

É uma coisinha extremamente pequena, mas já se vê lá a hipópotama mais slutty do mundo selvagem. E ainda só vamos em Setembro.

O que será de nós?


Música Para Curar a Depressão (e possivelmente para rir até não poderem mais)

Graças a um amigo, descobri esta pérola no Youtube:


Manuel Brás - Juventude Desesperada.

Cuidado! Pode provocar efeitos adversos irreversíveis.

Boa noite e até amanhã.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Que raio se passa com o Mundo?

Nota Prévia: Este artigo é de teor muito pessoal e o artigo referido no link encaminha para uma história chocante, embora não graficamente. Não recomendado a pessoas sensíveis.

Li agora mesmo este artigo chocante e estou completamente desiludido, enojado, irritado e sem vontade de continuar. Num mundo onde isto acontece, a bondade deixou de existir. A decência deixou de existir. A mais simples humanidade deixou de existir.
Quando, ao abrigo da tradição de uma qualquer religião, se permite que isto aconteça, é impossível que mais alguma coisa me motive. É impossível não fazer um esgar de dor, deixar cair uma lágrima ou simplesmente gritar uma quantidade de impropérios, que infelizmente já vão tarde para salvar esta alma inocente e sem mácula.
Sinto-me impotente por ver que, no mesmo planeta onde vivo, existem monstros assim. Sinto-me revoltado por saber que existem países que permitem que isto aconteça, por saber que existem famílias que permitem que isto aconteça, por saber que existem homens a fazer com que isto aconteça.
Uma criança morreu porque um pedófilo achou que tinha o direito de a violar. Uma criança inocente morreu porque um nojento desgraçado, num país que o permite, achou que era normal casar com uma criança de oito anos.
No artigo refere-se que não existe uma definição mundial do conceito de criança. Eu digo-vos o que é uma criança: é um corpo e um espírito em desenvolvimento, um livro aberto com muitas páginas por escrever, uns olhos cheios de sonhos e de esperanças. Não é, com certeza, um joguete para um pedófilo. Não é, com certeza, alguém para ser obrigado a casar. Não é, com certeza, alguém que deva morrer.
Se existe algum tipo de justiça no mundo, desejo uma morte lente e dolorosa ao homem que matou esta criança. Se existe uma autoridade superior, desejo que este monstro seja levado perante ela e pague por tudo o que fez. Se existe um Inferno, desejo que este nojento verme arda nele para todo o sempre.
Isto simplesmente não devia acontecer. Isto não devia ser possível. Isto é de tal forma violento para os meus sentidos que me sinto mal fisicamente. Sinto uma repulsa tal que o coração me vem à boca e o choro aos olhos. Ainda não consigo acreditar que isto seja possível. Não consigo ou não quero acreditar.

A Sério???

Pago quase 70€ de Internet, Telefone e Televisão para a Internet ter este bonito aspecto:


















Senhores da PT, não me lixem. Tinha melhores resultados se usasse uma ligação dial-up. Isto é a triste história dos ISP's em Portugal. Vergonhoso. Acho que amanhã vou escrever no livro vermelho de uma loja PT.